Roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos: como organizamos nossa viagem

Roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos: como organizamos nossa viagem

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Eu sempre sonhei em conhecer Nova York. A Fer queria voltar para Los Angeles. Nós temos uma amiga que mora em Las Vegas e a minha prima sonhava em conhecer a Disney. Em algum momento, percebemos que dava para juntar tudo isso em uma única viagem. Foi assim que nasceu o nosso roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos.

Viajamos em janeiro/2026, bem no inverno americano. Começamos enfrentando temperaturas negativas em Nova York, atravessamos o deserto de Nevada e terminamos a viagem aproveitando os dias mais agradáveis da Califórnia.

Ao todo, foram 17 dias divididos entre a Costa Leste, o deserto de Nevada e a Califórnia. Essa distribuição deu muito certo para o nosso jeito de viajar. Conseguimos conhecer bastante coisa, mas sem transformar a viagem em uma corrida para riscar atrações da lista.

Neste artigo, quero mostrar exatamente como organizamos esses 17 dias, o que deu certo, o que hoje eu faria diferente e por que escolhemos essa ordem. Se você está planejando uma viagem parecida, espero que o nosso roteiro ajude você.

Oi, eu sou a Lígia. Aqui, conto como organizamos nosso roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos. Conto por que escolhemos essa ordem, como distribuímos os dias, o que deu muito certo, o que faríamos diferente hoje e as decisões que tomamos durante a viagem.

Roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos em 30 segundos:

  • Duração da viagem: 17 dias.
  • Destinos: Nova York, Las Vegas e Los Angeles.
  • Divisão do roteiro: 8 dias em Nova York, 3 dias em Las Vegas e 6 dias em Los Angeles.
  • Deslocamentos: voo entre Nova York e Las Vegas e roadtrip entre Las Vegas e Los Angeles.
  • Perfil do roteiro: ideal para quem quer conhecer três dos principais destinos dos Estados Unidos sem transformar a viagem em uma maratona.

Por que escolhemos esse roteiro?

Na verdade, esse roteiro nasceu da vontade de cada uma de nós.

QuemSonho
EuConhecer Nova York.
FerVoltar para a Califórnia, onde já tinha morado por um mês.
Minha primaConhecer a Disneyland Califórnia.
NósRever uma amiga que mora em Las Vegas.

Viajar em janeiro foi a melhor oportunidade para tirar esse plano do papel. Era baixa temporada nos Estados Unidos, minha prima estava de férias, aumentavam as chances de neve em Nova York e eu ainda poderia comemorar o meu aniversário na cidade que sempre sonhei conhecer.

Por isso, decidimos começar por Nova York, seguir para Las Vegas e terminar a viagem em Los Angeles, fazendo a roadtrip entre as duas cidades.

Hoje, olhando para trás, acho que essa ordem deu certo. Além de atender aos objetivos de cada uma, deixou o fim da viagem mais tranquilo, com tempo para aproveitar a Disneyland Califórnia, a Warner Bros. Studio Tour e Santa Monica.

Como dividimos os 17 dias

DestinoDiasPor que escolhemos
Nova York8Era o principal destino da viagem e concentrava a maior parte das atrações que queríamos conhecer.
Las Vegas3Tempo suficiente para explorar a Strip, rever uma amiga e iniciar a roadtrip.
Los Angeles6Permitiu conhecer Hollywood, a Disneyland Califórnia, os estúdios e outras atrações da cidade com mais calma.

No fim das contas, essa distribuição funcionou muito bem para o nosso jeito de viajar. Tanto que, se eu organizasse essa viagem novamente hoje, manteria praticamente a mesma divisão de dias.

Vale a pena usar o chip internacional nos Estados Unidos. Veja quais indicamos para a sua viagem.

Como compramos os ingressos das atrações

Print do app do Go City Explorer Pass.

Uma das decisões que mais facilitaram a nossa viagem foi comprar todos os ingressos antes mesmo do embarque. Além de evitar filas, isso nos deu tranquilidade para seguir o roteiro sem precisar perder tempo comprando entradas durante a viagem.

Como visitamos muitas atrações diferentes, acabamos usando mais de uma plataforma.

Foi a nossa escolha para a maior parte das atrações de Nova York. Compramos o Explorer Pass de 7 atrações, que cobriu praticamente todos os passeios pagos do roteiro. A única exceção foi o Summit One Vanderbilt, que não faz parte do passe.

Já a Estátua da Liberdade, apesar de estar disponível, preferimos comprar separadamente. Como era uma das atrações mais baratas da viagem, fazia mais sentido pagar o ingresso à parte do que comprar o Explorer Pass de 10 atrações apenas por causa dela.

Usamos para comprar o ingresso do Summit One Vanderbilt e também algumas atrações em Los Angeles. Gostamos da plataforma porque permite pagar em reais e costuma oferecer cancelamento gratuito em vários passeios.

Foi onde compramos os ingressos para o jogo da NBA, para o musical Aladdin, na Broadway, e para a High Roller, em Las Vegas.

  • Disneyland Califórnia

Nós optamos por comprar diretamente no site oficial da Disney. Mas, se você preferir parcelar ou centralizar todas as reservas em uma única plataforma, também é possível comprar pela GetYourGuide ou pela Civitatis.

Não existe uma única plataforma melhor para tudo. Nós escolhemos a que fazia mais sentido em cada situação e deu certo. Independentemente da plataforma escolhida, nossa recomendação é comprar os ingressos das atrações mais disputadas com antecedência. Assim, você garante a data desejada e monta o roteiro com mais segurança.

Nosso roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos

A ideia deste roteiro foi equilibrar as principais atrações de cada destino com deslocamentos que fizessem sentido, sem tentar encaixar mais atividades do que realmente conseguiríamos aproveitar.

Nos próximos tópicos, vou mostrar exatamente como foram os nossos 17 dias pelos Estados Unidos. Além do roteiro de cada dia, também compartilho as decisões que tomamos durante a viagem, o que deu certo e o que hoje faria diferente.

Se alguma coisa não fizer sentido para o seu perfil, adapte sem medo. Cada viagem é única, e esse roteiro funcionou muito bem para a gente, mas o melhor roteiro sempre será aquele que combina com o seu jeito de viajar.

Saiba onde reservar hotel em Nova York e por que utilizamos essa plataforma na viagem.

Dia 1 | Chegada em Nova York

@coelholiih

Finalmente o dia 1 tá no ar! 🗽 ​Eu juro que tentei, mas o vídeo acabou ficando longo demais. Eu sigo sendo muito melhor nos textos do blog do que com vídeos, mas tô tentando! Prometo que vou tentar deixar os próximos mais curtos pra não cansar ninguém. ​Ignorem a edição (e os bugs), porque minha habilidade aqui é quase zero 😅, mas o que vale é que meu sonho começou! #newyork #novayork #viagens #dicasdeviagem #nyc

♬ MINI VLOG. – ALOHI STYLE
  • Chegada em Nova York e imigração.
  • LIRR até Manhattan.
  • Check-in no hotel.
  • Times Square.
  • Ellen’s Stardust Diner.
  • Rockefeller Center.
  • Catedral de St. Patrick.
  • Descanso.
  • Times Square à noite.
  • A Slice of New York.
  • Target.

Chegamos a Nova York por volta das 5h da manhã. Cerca de uma hora depois já tínhamos passado pela imigração, retirado as malas e embarcado no LIRR em direção a Manhattan.

Como ainda era muito cedo para fazer o check-in, deixamos as malas no hotel e fomos direto conhecer a cidade. Nossa primeira parada foi a Times Square e foi curioso vê-la quase vazia. Algumas horas depois, quando voltamos, parecia outro lugar.

Na hora do almoço fomos ao Ellen’s Stardust Diner. Chegamos antes das 11h e descobrimos que os pratos principais só começam a ser servidos nesse horário.

Depois caminhamos pelo Rockefeller Center, vimos a árvore de Natal um dia antes dela ser desmontada e passamos na Catedral de St. Patrick para agradecer pelo início da viagem.

Quando recebemos o e-mail avisando que o quarto estava pronto, voltamos para descansar algumas horas.

À noite saímos novamente para ver a Times Square iluminada. Antes de voltar ao hotel, ainda jantamos na A Slice of New York e passamos na Target para comprar água, alguns lanches e outras coisas que deixamos no quarto.

O que faria igual

  • Não marcar atrações para o dia da chegada.
  • Aproveitar a manhã para caminhar sem pressa.
  • Fazer compras básicas na Target logo no primeiro dia.

Dia 2 | Estátua da Liberdade, Wall Street e Memorial do 11 de Setembro

@coelholiih

Esse foi o meu segundo dia na cidade: metrô, Estátua da Liberdade, Wall Street, Memorial do 11 de Setembro… tudo isso com chuva. Ao longo do dia foi necessário alterar o roteiro inicial que a gente tinha planejado, mas no fim deu tudo certo. Pra mim, só de não ter sol e estar com a roupa adequada, já foi um dia perfeito. Se você for pra Nova York, salva esse vídeo pra ver o que dá pra fazer na região mais ao sul da ilha. #novayork #newyork #estatuadaliberdade #wallstreet #viagens

♬ som original – Liih Coelho ⚓️

O segundo dia da viagem foi um sábado e começou bem cedo. Ainda estávamos nos adaptando ao fuso horário, mas dessa vez já acordamos descansadas.

Como quase todas as atrações ficavam na Lower Manhattan, decidimos concentrar o roteiro nessa região e fazer praticamente tudo a pé.

Começamos pela Estátua da Liberdade e fizemos algo que recomendamos: visitar primeiro o museu. Enquanto a maior parte das pessoas segue direto para a Estátua, encontramos o espaço vazio e conseguimos aproveitar a visita com muito mais calma.

Na volta para Manhattan, passamos pelo Touro de Wall Street, pela Bolsa de Valores, pela Fearless Girl e seguimos até o Memorial do 11 de Setembro. Quando a chuva apertou, aproveitamos para entrar no museu, que acabou sendo um dos lugares que mais marcaram em Nova York.

Depois do almoço, percebemos que a neblina tinha tomado conta do One World Observatory. Como nossos ingressos não tinham horário marcado, resolvemos deixar a visita para outro dia e voltar ao hotel para descansar um pouco.

No fim da tarde, participamos da missa na Catedral de St. Patrick e encerramos o dia jantando no Carmine’s, que estava completamente lotado mesmo com a chuva.

O que faria igual

  • Concentrar todas as atrações da Lower Manhattan no mesmo dia.
  • Visitar primeiro o Museu da Estátua da Liberdade.
  • Deixar o One World Observatory para outro dia quando a visibilidade não estava boa.
  • Reservar algumas horas para conhecer o Museu do 11 de Setembro com calma.

Dia 3 | Brooklyn, DUMBO, Edge e a primeira neve

@coelholiih

O domingo perfeito pra atravessar a Ponte do Brooklyn. 🌉 Depois da chuva, o sol apareceu, nem tava tão frio assim, atravessamos a ponte com calma, fomos pro DUMBO, encaramos o vento no Edge… e o dia ainda terminou com neve em Nova York. ❄️😍 Se você for pra NY, salva esse vídeo pra ver o que fazer entre Brooklyn, Hudson Yards e Times num dia lindo. #newyork #brooklynbridge #edgenyc #timessquare #snow

♬ MINI VLOG. – ALOHI STYLE
  • Travessia da Ponte do Brooklyn a pé.
  • DUMBO e Washington Street.
  • Time Out Market.
  • Empire Fulton Ferry Park e Jane’s Carousel.
  • Edge e Vessel.
  • Primeira neve na Times Square.

O domingo amanheceu com céu aberto e aproveitamos o tempo firme para conhecer o Brooklyn. Começamos atravessando a Ponte do Brooklyn a pé e, como era nossa primeira vez ali, a caminhada levou bem mais tempo do que o esperado. Parávamos a todo momento para tirar fotos, ligar para a família e admirar a vista.

Depois seguimos para o DUMBO, passamos pela Washington Street, fizemos uma pausa no Time Out Market e caminhamos até o Empire Fulton Ferry Park, de onde tivemos uma das vistas mais bonitas de Manhattan durante toda a viagem.

À tarde voltamos para Manhattan para visitar o Edge e conhecer o Vessel. A ideia era continuar pelo High Line, mas o frio e o vento estavam muito mais fortes do que imaginávamos e resolvemos encerrar o passeio por ali.

Quando voltamos para a Times Square, tivemos uma surpresa que não estava nos planos: começou a nevar. Era a primeira vez que a minha prima via neve e acabamos ficando alguns minutos só observando os flocos caindo entre os telões da praça.

Foi um daqueles momentos que não dá para planejar e que acabou se tornando uma das lembranças mais especiais da viagem.

O que faria igual

  • Atravessar a Ponte do Brooklyn sem pressa.
  • Reservar um tempo para caminhar pelo DUMBO.
  • Visitar o Edge no mesmo dia do Brooklyn.
  • Se estiver viajando no inverno, levar um casaco realmente preparado para o vento em Hudson Yards.

Dia 4 | Summit One Vanderbilt e meu aniversário em Nova York

@coelholiih

Passei meu aniversário em Nova York 🎂🗽 Começou com parabéns surpresa no café da manhã, teve SUMMIT, Grand Central, Bryant Park congelando, pizza de aniversário, rooftop com vista pro Empire State… e muito vento no meio disso tudo. Não sei explicar, mas fazer aniversário viajando tem um gosto diferente. E riscar “aniversário em NY” da minha lista foi especial demais. Se você pudesse escolher qualquer lugar do mundo pra passar seu aniversário… qual seria? #novayork #newyork #summitonevanderbilt #viagens #birthday

♬ som original – Liih Coelho ⚓️
  • Café da manhã especial no hotel.
  • Summit One Vanderbilt.
  • Grand Central Terminal.
  • Biblioteca Pública de Nova York.
  • Bryant Park.
  • Pizza na Artichoke.
  • Macy’s.
  • Rooftop 230 Fifth.

A segunda-feira tinha um significado especial: era o meu aniversário. Esse foi, inclusive, um dos principais motivos para começarmos a viagem por Nova York. Sempre sonhei em passar essa data na cidade e não consigo imaginar um lugar melhor para comemorar.

O dia começou com uma surpresa da equipe do hotel durante o café da manhã. Depois seguimos para o Summit One Vanderbilt, uma das atrações que eu mais queria conhecer. Quando a visita terminou, aproveitamos para conhecer a Grand Central Terminal e caminhar por Midtown, passando pela Biblioteca Pública, Bryant Park, Artichoke e Macy’s.

Como o frio estava bem intenso, voltamos ao hotel para descansar um pouco. Quando chegamos ao quarto, encontramos uma caixa de chocolates que a equipe havia deixado como presente de aniversário.

À noite fomos ao 230 Fifth para brindar o aniversário. Ficamos em um dos iglus com vista para o Empire State Building, pedimos alguns drinks e aproveitamos aquele momento antes de voltar para o hotel.

Estava frio demais para ficar muito tempo na área externa, mas foi um jeito muito especial de terminar o dia.

Dia 5 | Top of the Rock, Central Park e Broadway

Voltamos ao Rockefeller Center logo cedo para subir no Top of the Rock. Como já estávamos ali, eu e a Fer resolvemos incluir a experiência do The Beam e foi uma das melhores decisões da viagem. É rápida, mas muito divertida e a vista faz tudo valer a pena.

Depois seguimos pela Quinta Avenida, entramos na Apple Store e caminhamos até o Five Guys para almoçar.

O plano original era visitar o MET e tirar a clássica foto na escadaria de Gossip Girl. Mas, olhando o mapa, percebemos que isso deixaria o dia corrido demais.

Foi aí que fizemos uma escolha que se repetiu durante toda a viagem: aceitar que não dá para conhecer tudo na primeira visita.

Em vez disso, seguimos para o Museu de História Natural. Depois atravessamos para o Central Park, caminhamos até o Bethesda Terrace e terminamos o passeio em Strawberry Fields.

Depois de descansar um pouco no hotel, saímos novamente para assistir ao musical Aladdin na Broadway.

Era uma experiência que fazia parte do planejamento desde o início da viagem e terminou o dia da melhor forma possível. Depois de tantas horas caminhando por Manhattan, sentar no teatro e simplesmente aproveitar o espetáculo foi exatamente o que a gente precisava.

A melhor decisão daquele dia

Abrir mão do MET pode parecer estranho quando se olha o roteiro pela primeira vez, mas hoje tenho certeza de que foi a escolha certa.

Em vez de correr de um lado para o outro tentando encaixar tudo, conseguimos aproveitar cada lugar com calma e ainda terminar a noite realizando outro sonho na Broadway.

Dia 6 | Flatiron, SoHo, Village e Friends

@coelholiih

eu claramente sou uma negacao com o tiktok hahaha. e o fim do video nao tem imagens mesmo. #novayork #newyork #empirestatebuilding #5thavenue #tribeca

♬ som original – Liih Coelho ⚓️
  • Empire State Building.
  • Koreatown.
  • Madison Square Park e Flatiron Building.
  • SoHo.
  • Washington Square Park.
  • Apartamento de Friends.
  • All’Antico Vinaio.
  • Quartel dos Ghostbusters.
  • Times Square à noite.

Começamos a manhã no Empire State Building. Além do observatório, aproveitamos para conhecer a exposição sobre a construção do prédio, que faz parte da visita e vale muito a pena.

Na saída, caminhamos pela Koreatown e acabamos entrando na KO’LLECTION, uma loja de skincare coreano que já queríamos conhecer. Foi uma parada que não estava exatamente no roteiro, mas que aproveitamos para fazer enquanto estávamos na região.

Depois de passar pelo Madison Square Park e ver o Flatiron Building, entramos no metrô para seguir até a próxima parada. Só que descemos na estação errada. Quando percebemos, estávamos no SoHo.

Em vez de voltar, resolvemos caminhar um pouco pelo bairro. Foi uma daquelas mudanças de planos que acontecem durante a viagem e acabam rendendo lembranças melhores do que o roteiro original.

Depois seguimos para Washington Square Park e caminhamos até o famoso prédio que aparece nas cenas externas de Friends. Na sequência, almoçamos no All’Antico Vinaio e ainda passamos pelo prédio usado como quartel dos Ghostbusters.

Como aconteceu em vários dias da viagem, terminamos a noite dando mais uma volta pela Times Square antes de voltar para o hotel.

Às vezes, vale a pena sair do roteiro

Se tem uma coisa que esse dia me ensinou, é que nem todo erro precisa ser corrigido imediatamente.

Se tivéssemos voltado para a estação assim que percebemos que estávamos no lugar errado, provavelmente nunca teríamos caminhado pelo SoHo naquele dia.

Dia 7 | Compras no Jersey Gardens Outlet

A partir desse dia, fiquei com preguiça e não fiz mais vídeos.

  • Ônibus para o Jersey Gardens Outlet.
  • Compras no outlet.
  • Jantar em Jersey City.
  • Retorno para Manhattan.

A quinta-feira foi diferente dos outros dias. Em vez de museus, observatórios ou parques, ela foi dedicada às compras. E já adianto uma coisa: se outlet não faz parte do seu estilo de viagem, dá para tirar um dia inteiro desse roteiro sem peso na consciência.

Saímos cedo para pegar o ônibus no Port Authority, que vai direto para o Jersey Gardens. Compramos a passagem de ida e volta e, dali em diante, foi um dia de compras.

O Jersey Gardens funciona como um shopping fechado com várias lojas outlet. Só vale alinhar a expectativa: não espere encontrar promoções incríveis em absolutamente tudo, porque não foi isso que aconteceu com a gente.

Mesmo assim, encontramos alguns achados bem legais. Comprei uma mochila na Kipling, aproveitei a The Cosmetics Company Store, encontrei boas ofertas na Burlington e ainda achei um dos meus tênis favoritos na Adidas por apenas US$ 25.

Só não repita o nosso erro: a primeira loja em que entramos foi justamente a Adidas. Resultado? Passamos o resto do dia carregando sacolas pesadas e caixas de tênis pelo outlet inteiro.

No fim da tarde, pegamos o ônibus de volta, mas o dia ainda não tinha acabado. Como tenho uma amiga da adolescência morando em Jersey City, aproveitei para atravessar o rio e jantar com ela. Foi muito bom fazer uma pausa na viagem e colocar a conversa em dia antes de voltar para o hotel.

Voltamos para Manhattan perto da meia-noite e enfrentamos a noite mais fria de toda a viagem, com os termômetros marcando cerca de -10 °C.

Dia 8 | One World Observatory, NBA e despedida de Nova York

Confesso que acordei triste naquele dia. Era o nosso último dia em Nova York e parecia que aqueles oito dias tinham passado rápido demais.

Como o céu amanheceu limpo, aproveitamos para fazer a visita que tinha ficado pendente. Alguns dias antes, desistimos de subir ao One World Observatory porque o topo do prédio estava completamente encoberto pela neblina. Dessa vez, a decisão valeu a pena e conseguimos aproveitar a vista.

Depois voltamos para a Times Square para visitar o Madame Tussauds e comprar as lembrancinhas que sempre acabam ficando para o último dia. Antes de voltar ao hotel, ainda demos mais uma volta pela região que tinha virado parte da nossa rotina durante a viagem.

À noite pegamos o metrô até o Brooklyn para assistir ao jogo entre Brooklyn Nets e Chicago Bulls. Era uma experiência que estava na nossa lista desde o planejamento e acabou superando as expectativas. Mais do que o resultado da partida, gostei de viver o clima de um jogo da NBA nos Estados Unidos e finalmente riscar esse sonho da nossa lista.

A melhor forma de se despedir de Nova York

Não consigo imaginar um encerramento melhor para essa etapa da viagem. Conseguimos visitar o último observatório que faltava, resolver as últimas compras e terminar a noite com um jogo.

Se você pretende assistir a NBA, vale a pena consultar o calendário antes mesmo de montar o roteiro. Dependendo da época da viagem, você pode encontrar mais opções de partidas e preços bem diferentes.

Dia 9 | Voo para Las Vegas e primeira noite na Strip

  • Voo de Nova York para Las Vegas.
  • Town Square.
  • Yard House.
  • Lojas de K-pop.
  • Check-in no Caesars Palace.
  • Show das fontes do Bellagio.
  • Primeira noite na Strip.

O despertador tocou antes das 3h da manhã. Nosso voo para Las Vegas saía às 7h30 e preferimos não correr o risco de perder o horário. Pegamos um Uber até o JFK e, algumas horas depois, desembarcamos no outro lado dos Estados Unidos.

Apesar de o relógio marcar pouco depois das 9h30 em Las Vegas, o nosso corpo jurava que era começo da tarde. Nossa amiga, que mora na cidade, nos esperava no aeroporto e aproveitou para mostrar um lado de Las Vegas que dificilmente conheceríamos sozinhas.

Antes mesmo de ir para o hotel, passamos pelo Town Square para almoçar no Yard House. Foi ali que tivemos uma surpresa: estava acontecendo uma pop-up store de um grupo de K-pop que eu e a Fer gostamos. Depois ainda passamos na KPOP USA antes de seguir para a Strip.

No Caesars Palace fizemos o check-in e aproveitamos para descansar um pouco antes de sair novamente. À noite fomos ao Bellagio assistir ao famoso espetáculo das fontes. Era a nossa primeira noite em Las Vegas e acho que não poderia haver uma recepção melhor.

Antes de voltar para o hotel, ainda passamos em uma CVS para comprar algumas coisas para comer. Quando fomos dormir, já era noite em Las Vegas, mas o nosso corpo insistia que estava no horário de Nova York, na madrugada.

O que faria igual

  • Aproveitar a chegada para conhecer um pouco da cidade antes do check-in.
  • Deixar a primeira noite com uma programação leve.
  • Não subestimar o cansaço causado pela mudança de fuso horário.

Dia 10 | Explorando os hotéis da Strip

  • The LINQ, Flamingo e Paris Las Vegas.
  • Piscinas do Caesars Palace.
  • Welcome to Fabulous Las Vegas Sign.
  • Target.
  • High Roller (fechada para manutenção).
  • Jantar no Gordon Ramsay Pub & Grill.
  • Venetian e Bellagio à noite.

Na nossa segunda manhã em Las Vegas, o fuso resolveu aparecer mais uma vez. Acordamos cedo, e só então percebemos que, enquanto para nós o dia estava começando, no Brasil já era tarde.

Depois do café da manhã no Caesars Palace, aproveitamos para caminhar pela Strip. Passamos pelo The LINQ, Flamingo e Paris Las Vegas e percebemos algo curioso: em Las Vegas, entrar nos hotéis faz parte do passeio. Cada um tem um tema diferente e você acaba esquecendo que está visitando hotéis.

Mais tarde, nossa amiga nos levou para conhecer o famoso letreiro de Las Vegas e uma Target bem maior do que a unidade que vimos em Nova York. 

Nem tudo saiu como planejado. Tínhamos comprado ingresso para a High Roller, mas a atração entrou em manutenção pouco antes do nosso horário. Na hora fiquei chateada, mas consegui o reembolso integral dos ingressos alguns dias depois.

À noite jantamos no pub do Gordon Ramsay, passeamos pelo Venetian e terminamos o dia assistindo mais uma vez ao espetáculo das fontes do Bellagio. 

Descobrimos que nunca cansávamos de parar alguns minutos para ver aquele show. Naquele momento, ainda não imaginávamos que o melhor da viagem por Las Vegas estava justamente no dia seguinte: pegar a estrada rumo à Califórnia. 

O que faria igual

  • Reservar um dia para explorar os hotéis da Strip sem pressa.
  • Entrar nos hotéis, mesmo sem estar hospedado neles.
  • Encarar imprevistos com calma. Nem sempre o roteiro sai exatamente como planejado, e faz parte da viagem.

Dia 11 | Roadtrip de Las Vegas até Los Angeles

  • Check-out no Caesars Palace.
  • Roadtrip até Los Angeles.
  • Parada em Calico Ghost Town.
  • Check-in em Hollywood.
  • Primeira caminhada pela Hollywood Boulevard.

Era dia de colocar as malas no carro. Enquanto a Fer saiu cedo para buscar o carro alugado, eu e minha prima terminamos de organizar tudo no hotel. Antes do check-out, ainda fizemos uma tentativa nos caça-níqueis. Perdemos US$ 3 cada e fomos embora satisfeitas por termos vivido a experiência sem prejuízos.

Depois de deixar Las Vegas para trás, começamos a viagem rumo à Califórnia. A estrada é famosa, mas imaginei um percurso mais interessante. Durante boa parte do caminho, a paisagem é formada por longos trechos de deserto e poucas mudanças no cenário. Ainda assim, dirigir entre duas cidades icônicas dos Estados Unidos tornou o deslocamento parte da viagem.

No meio do caminho fizemos uma parada em Calico Ghost Town. A antiga cidade de mineração restaurada lembra bastante a área do Velho Oeste do Hopi Hari, e justamente por isso achei o passeio divertido. 

No fim da tarde chegamos a Hollywood, fizemos o check-in no hotel e já saímos para devolver o carro. Na volta, aproveitamos para caminhar pela Hollywood Boulevard, conhecer a Calçada da Fama e passar em uma Walgreens antes de encerrar o dia.

O que faria igual

  • Fazer o trajeto de carro entre Las Vegas e Los Angeles.
  • Incluir uma parada em Calico Ghost Town.
  • Encarar a roadtrip como parte da viagem, e não apenas como um deslocamento.

Dia 12 | Disneyland Park

  • Uber de Hollywood até Anaheim.
  • Dia inteiro na Disneyland Park.
  • Lightning Lane.
  • Shows e encontros com personagens.
  • Espetáculo de encerramento.
  • Retorno para Los Angeles.

Esse era o dia mais esperado da viagem para a minha prima. Não era exatamente a Disney que ela sonhava conhecer, mas foi o que conseguimos encaixar no roteiro. No fim das contas, acabou sendo uma ótima escolha.

Saímos cedo de Hollywood e fomos de Uber até Anaheim. Como estávamos em três pessoas, essa acabou sendo a melhor opção. Chegamos antes da abertura dos portões e isso fez bastante diferença. O parque estava tranquilo e conseguimos começar o dia sem filas.

Também optamos por comprar o Lightning Lane. Foi uma decisão que fez a diferença, porque conseguimos aproveitar as atrações que estavam na nossa lista, encontrar personagens, assistir aos shows e passear pelo parque sem aquela sensação de estar correndo contra o relógio.

Ficamos até o espetáculo de encerramento e só então voltamos para Los Angeles. Já tínhamos feito praticamente tudo o que queríamos, mas encerrar o dia assistindo aos fogos parecia a forma certa de terminar a visita ao primeiro parque da Disney.

O que faria igual

  • Chegar antes da abertura do parque.
  • Incluir o Lightning Lane no planejamento.
  • Ficar até o espetáculo de encerramento.

Para mim, esse dia ainda teve um significado especial. Conhecer o único parque que Walt Disney viu funcionando despertou uma vontade que eu não tinha antes: visitar todas as Disneys do mundo. Talvez leve muitos anos, mas virou um sonho.

Dia 13 | Hollywood, Beverly Hills e uma première de cinema

Depois do dia inteiro na Disneyland, resolvemos desacelerar um pouco. Dormimos até mais tarde e deixamos o passeio principal para o fim da manhã. Foi uma boa decisão, porque ainda teríamos um dia cheio pela frente, mesmo sem imaginar.

Compramos um tour de cerca de duas horas por Hollywood e Beverly Hills, passando por pontos como a Rodeo Drive, o letreiro de Hollywood e casas de artistas como Adele, Rihanna, Taylor Swift e Paul McCartney. 

Quando o passeio terminou, já passava das 14h e aproveitamos para conhecer o famoso In-N-Out. Depois de tantos comentários que já tínhamos visto na internet, confesso que o hambúrguer fez jus à fama.

No fim da tarde voltamos ao hotel para descansar um pouco antes de sair novamente. Assim que chegamos à Hollywood Boulevard, percebemos uma movimentação diferente em frente ao cinema.

Paramos para olhar e descobrimos que estava acontecendo a première de Send Help!. Do outro lado da rua, acompanhamos a chegada do elenco, vimos o tapete vermelho e toda a movimentação antes da sessão começar.

Dia 14 | Disney California Adventure

  • Uber até Anaheim.
  • Dia inteiro no Disney California Adventure.
  • Lightning Lane.
  • Espetáculo de encerramento.
  • Retorno para Los Angeles.

No dia seguinte, voltamos para Anaheim. Repetimos a mesma estratégia: saímos cedo de Hollywood, chegamos antes da abertura dos portões e passamos o dia inteiro no parque.

Como a experiência tinha dado muito certo na Disneyland, usamos novamente o Lightning Lane. Mais uma vez, valeu cada centavo. Conseguimos aproveitar todas as atrações que estavam na nossa lista sem passar boa parte do dia em filas.

Apesar de os dois parques ficarem um em frente ao outro, a experiência é diferente. Enquanto a Disneyland tem um clima mais clássico e nostálgico, o California Adventure reúne atrações inspiradas em filmes da Pixar, da Marvel e em produções mais recentes da Disney.

Em nenhum momento tivemos a sensação de estar repetindo o dia anterior. Pelo contrário, um parque complementou o outro muito melhor do que imaginávamos.

No fim da noite voltamos para Los Angeles já com aquela sensação de que a viagem estava entrando na reta final.

O que faria igual

  • Reservar um dia para cada parque.
  • Chegar antes da abertura.
  • Incluir o Lightning Lane no planejamento.

Se eu tivesse que escolher apenas um, provavelmente ficaria com a Disneyland por toda a história que ela carrega. Mas, tendo tempo, faria exatamente a mesma coisa de novo. Conhecer os dois parques deixou a experiência muito mais completa.

Dia 15 | Warner Bros., The Grove e Santa Monica

Depois de dois dias inteiros andando pelos parques da Disney, resolvemos desacelerar um pouco. Dormimos mais, tomamos café da manhã em um Starbucks perto da Hollywood Boulevard e seguimos para Burbank.

Passamos cerca de três horas no Warner Bros. Studio Tour Hollywood, uma das atrações que mais queríamos conhecer em Los Angeles. Para quem gosta de cinema e séries, é muito interessante visitar os estúdios, conhecer cenários famosos e até tomar um café no Central Perk.

Na hora do almoço fomos ao Farmers Market, ao lado do The Grove, com um objetivo: comer comida brasileira. Depois de quase duas semanas viajando, já estava morrendo de saudade de um prato de comida de verdade. Aproveitamos para passear pelo The Grove antes de seguir para a última parada do dia.

No fim da tarde fomos até o Píer de Santa Monica. O sol já tinha se posto, mas o céu ainda estava em tons de rosa e roxo, deixando a paisagem ainda mais bonita. 

Caminhando pelo píer, percebi pela primeira vez que a viagem estava chegando ao fim. Era estranho pensar que, depois de tantos meses planejando aqueles 17 dias, restavam apenas mais dois.

O que faria igual

  • Combinar atrações com ritmos diferentes no mesmo dia.
  • Reservar um tempo para conhecer Santa Monica sem pressa.
  • Não preencher todos os dias da viagem com uma programação intensa.

Dia 16 | Griffith Observatory e despedida de Los Angeles

  • Urban Light (LACMA).
  • Griffith Observatory.
  • Ross e Marshalls.
  • Últimas compras.
  • Hollywood Boulevard.

Quando acordamos naquele sábado, caiu a ficha de que era nosso último dia completo nos Estados Unidos. Como já tinha virado tradição, começamos a manhã no Starbucks antes de sair para aproveitar as últimas horas em Los Angeles.

Nossa primeira parada foi o LACMA para ver de perto a instalação Urban Light. Só que demos um pouco de azar. Chegamos quando parte das luminárias estava sendo lavada e o cenário não era o que imaginávamos. Mesmo assim, aproveitamos para conhecer a região antes de seguir viagem.

Depois fomos ao Griffith Observatory, que acabou se tornando um dos meus lugares favoritos em Los Angeles. Além da vista da cidade, foi o ponto de onde vimos o letreiro de Hollywood mais de perto durante toda a viagem. Na hora percebemos que desistir da trilha tinha sido a decisão certa para o nosso ritmo de viagem.

À tarde fizemos as últimas compras em uma Ross e uma Marshalls antes de voltar para Hollywood. Caminhamos sem pressa pela Calçada da Fama, compramos as últimas lembrancinhas e encerramos o dia do mesmo jeito que começamos nossa estadia: aproveitando a cidade sem olhar para o relógio.

O que faria igual

  • Reservar o último dia para um roteiro mais tranquilo.
  • Deixar as compras para o fim da viagem.
  • Terminar a viagem aproveitando a cidade, em vez de tentar encaixar mais atrações.

Dia 17 | Retorno ao Brasil

  • Check-out no hotel.
  • Voo de Los Angeles para Atlanta.
  • Conexão.
  • Voo para São Paulo.
  • Chegada ao Brasil.

Nosso último dia começou às 4h da manhã. O Uber chegou ao hotel para nos levar ao Aeroporto Internacional de Los Angeles e, antes mesmo do check-in, já tivemos um pequeno desafio: reorganizar as malas.

A bateria da minha balança portátil acabou durante a viagem e usamos as balanças do próprio aeroporto para conferir o peso. Foi uma sorte perceber isso antes de despachar as bagagens, porque ainda conseguimos redistribuir alguns itens e evitar cobrança por excesso de peso.

Enquanto esperávamos o embarque, anunciaram um atraso de cerca de duas horas no voo para Atlanta por causa das condições climáticas na costa leste dos Estados Unidos. Na hora, a preocupação foi perder a conexão para o Brasil.

Felizmente, o embarque aconteceu antes do previsto e pousamos em Atlanta com tempo suficiente para fazer a troca de terminal, comer alguma coisa e seguir para o voo de volta.

Enquanto voltávamos para casa, Nova York enfrentava uma forte tempestade de neve. Se tivéssemos feito o roteiro no sentido contrário, existe uma boa chance de nossa viagem terminasse de um jeito bem mais complicado.

O que faria igual

  • Começar a viagem por Nova York e terminar em Los Angeles.
  • Chegar ao aeroporto com antecedência no voo de volta.
  • Conferir o peso das malas antes do check-in.

O que deu muito certo nesse roteiro

Depois de voltar para casa, sempre bate aquela vontade de pensar no que faria diferente. Curiosamente, neste roteiro foram poucas as decisões que eu mudaria. Estas são as escolhas que fizeram mais diferença e que eu repetiria sem pensar duas vezes:

  • Começar a viagem por Nova York e terminar em Los Angeles

Além de fazer sentido pela logística, essa ordem acabou nos favorecendo quando uma tempestade de neve atingiu Nova York no dia em que estávamos voltando ao Brasil. Como já estávamos na Costa Oeste, conseguimos embarcar sem problemas.

  • Passar oito dias em Nova York

Muita gente acha que é tempo demais, mas eu faria a mesma escolha. Mesmo com oito noites, ainda deixamos atrações importantes de fora, como o High Line e o MET. Nova York é uma cidade que merece ser explorada com calma.

  • Fazer a roadtrip entre Las Vegas e Los Angeles

A estrada pode não ser tão interessante quanto eu imaginava, mas a liberdade de viajar de carro compensou. A parada em Calico Ghost Town transformou o deslocamento em uma experiência.

  • Distribuir os observatórios ao longo da viagem

Como não concentramos todas as visitas nos últimos dias, conseguimos remarcar o One World Observatory quando a neblina atrapalhou a primeira tentativa. Sempre que possível, também escolhemos o primeiro horário da manhã, quando havia menos movimento.

  • Deixar parte das compras para Los Angeles

As compras exclusivas de Nova York ficaram para os primeiros dias, mas roupas e outros produtos que tinham o mesmo preço em qualquer cidade deixamos para o fim da viagem. Assim, evitamos carregar peso durante os voos internos e só despachamos a mala extra no retorno ao Brasil.

Usamos a Wise nos EUA e contamos se funciona ou não.

O que mudaríamos se fizéssemos esse roteiro novamente?

No geral, esse roteiro funcionou muito bem e eu repetiria a maior parte das escolhas. Mesmo assim, algumas mudanças deixariam a viagem ainda melhor:

  • Pularíamos o Madame Tussauds de Nova York

Foi uma atração que não marcou a viagem, principalmente porque eu já conhecia a unidade de Londres. Hoje, aproveitaria esse tempo para conhecer outro bairro ou visitar uma atração diferente.

  • Acrescentaríamos pelo menos dois dias em Los Angeles

Mesmo ficando quase uma semana na cidade, ainda deixamos muita coisa de fora, como a Universal Studios Hollywood, alguns museus e praias que mereciam ser conhecidas com calma.

  • Também ficaríamos mais um dia em Las Vegas

Dois dias foram suficientes para conhecer a Strip, mas acabamos deixando a Fremont Street de fora. Só percebemos isso quando já estávamos em Los Angeles, revendo as fotos da viagem.

  • Compraríamos o ingresso da High Roller para o primeiro dia

Quando fomos visitar a atração, ela estava em manutenção e não voltou a funcionar antes de deixarmos a cidade. Se tivéssemos planejado essa visita para a chegada, ainda teríamos outros dias para tentar novamente caso acontecesse algum imprevisto.

Usamos o eSIM ilimitado da Holafly nos EUA e te contamos se vale a pena ou não.

Vale a pena copiar esse roteiro?

Na minha opinião, sim. Principalmente se o seu estilo de viagem for parecido com o nosso. Esse roteiro funcionou muito bem porque conseguimos equilibrar grandes cidades, parques, compras e uma roadtrip sem a sensação de estar correndo o tempo todo.

Ele faz sentido principalmente para quem:

  • Está fazendo a primeira viagem para os Estados Unidos.
  • Quer conhecer Nova York, Las Vegas e Los Angeles na mesma viagem.
  • Gosta de combinar atrações, compras e experiências diferentes.
  • Pretende incluir a Disneyland Califórnia no roteiro.
  • Não se importa em caminhar bastante durante a viagem.

Ao mesmo tempo, vale lembrar que Nova York exige preparo para andar. Mesmo usando bastante o metrô, caminhamos todos os dias entre uma atração e outra e, em várias estações, precisamos carregar as malas pelas escadas.

Se você procura um roteiro equilibrado, com tempo para aproveitar cada destino sem transformar a viagem em uma maratona, eu faria esse roteiro novamente. Hoje mudaria alguns detalhes, mas a estrutura continuaria exatamente a mesma.

Afinal, esse roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos valeu a pena?

Sem dúvida. Foi exatamente esse roteiro que vivemos durante os nossos 17 dias pelos Estados Unidos. Comemoramos aniversário em Nova York, dirigimos pelo deserto entre Las Vegas e Los Angeles, passamos dois dias na Disneyland Califórnia e voltamos para casa com a sensação de que aproveitamos muito bem o tempo que tínhamos.

Nosso roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos terminou com a certeza de que viajar não é seguir um plano perfeito, mas viver experiências reais e adaptar o caminho quando os imprevistos acontecem.

É claro que nem tudo saiu como planejado. Encontramos uma atração em manutenção, tivemos que reorganizar passeios por causa da neblina e deixamos alguns lugares para uma próxima viagem. Mas isso só reforçou uma conclusão: um bom roteiro não é aquele em que tudo acontece exatamente como planejado, e sim aquele que tem flexibilidade para lidar com os imprevistos.

Se hoje eu organizasse essa viagem novamente, manteria praticamente toda a estrutura e faria apenas alguns ajustes.

Foi por isso que resolvemos compartilhar este roteiro. Não para mostrar uma viagem perfeita, mas para compartilhar uma experiência real, com os acertos, os erros e os aprendizados que tivemos durante esses 17 dias.

Espero que este roteiro ajude você a montar um roteiro que faça sentido para a sua viagem. E, quando voltar dos Estados Unidos, passe aqui para me contar como foi. Vou adorar saber quais dicas realmente fizeram diferença no seu planejamento.

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Perguntas frequentes

Vale a pena fazer um roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos?

Sim, principalmente se você deseja conhecer Nova York, Las Vegas e Los Angeles na mesma viagem. Esse tempo permite aproveitar os principais atrativos sem transformar o roteiro em uma corrida contra o relógio. Se quiser ver como distribuímos os dias e as atrações, confira outros roteiros no Malas e Destinos.

Quantos dias ficar em Nova York, Las Vegas e Los Angeles?

Na nossa viagem, ficamos 8 dias em Nova York, 3 dias em Las Vegas e 6 dias em Los Angeles. Essa divisão funcionou muito bem para conhecer as atrações com calma, incluir uma roadtrip e ainda dedicar dois dias à Disneyland Califórnia. Veja outros roteiros e dicas de planejamento no Malas e Destinos.

É melhor começar a viagem por Nova York ou por Los Angeles?

Na nossa experiência, começar por Nova York foi a melhor escolha. Além de aproveitar o inverno e comemorar meu aniversário na cidade, terminamos a viagem na Califórnia e evitamos problemas quando uma tempestade de neve atingiu Nova York no dia da nossa volta ao Brasil. Conheça mais experiências reais no Malas e Destinos.

Vale a pena comprar os ingressos das atrações antes da viagem?

Sim. Nós compramos todos os ingressos antes do embarque, o que evitou filas, garantiu as datas desejadas e trouxe muito mais tranquilidade durante a viagem. Também escolhemos plataformas diferentes conforme a atração e o melhor custo-benefício. Confira nossos guias completos sobre ingressos e planejamento no Malas e Destinos.

Foto de Liih Coelho

Liih Coelho

Publicitária e estudante de Administração de Empresas, sou apaixonada por viajar e já fui para quase dez países, além de alguns estados dentro do Brasil. Falo quatro línguas e sou doida por aviação, estando frequentemente olhando para o céu.

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