Se tem uma pergunta que eu mais respondi antes da nossa viagem foi: quanto custa viajar pelos Estados Unidos? E a resposta nunca é um número. Ela sempre começa com outra pergunta: depende, como você quer viajar?
O valor muda conforme o roteiro, a época do ano, o tipo de hospedagem, as atrações que você escolhe e até a cotação do dólar enquanto você está organizando a viagem. E foi isso que aconteceu com a gente.
Para este guia, vou usar como referência a nossa viagem de 17 dias por Nova York, Las Vegas e Los Angeles, em janeiro/2026. Anotei todos os gastos antes e durante o roteiro para mostrar quanto custou uma viagem como essa.
A ideia não é dizer quanto você vai gastar, mas ajudar você a montar um orçamento mais realista. Porque foi isso que eu senti falta quando comecei a planejar a nossa viagem.

Quanto custa viajar para os Estados Unidos em 30 segundos:
- Quanto custa? Entre R$ 10 mil e mais de R$ 25 mil por pessoa. Investimos R$ 30 mil por pessoa em 17 dias pelos Estados Unidos.
- O que mais pesa no orçamento? Passagens, hospedagem e os gastos durante a viagem representam cerca de 85% do custo.
- Como economizar? Compre passagens e hotéis com antecedência, adquira dólares aos poucos, aproveite promoções e escolha as atrações que fazem sentido para você.
O que influencia o custo de uma viagem para os Estados Unidos?
Eu sempre sonhei em conhecer os Estados Unidos, mas, durante muito tempo, não fazia ideia de quanto custava transformar esse sonho em realidade. Eu até tinha uma estimativa na cabeça, mas foi só quando comecei a planejar a viagem que percebi como esse valor pode variar.
A época da viagem, as cidades escolhidas, o padrão dos hotéis, a quantidade de atrações e até a cotação do dólar fazem diferença no orçamento. Foi durante esse planejamento que entendi que não existe uma resposta única para essa pergunta.
Estes foram os fatores que mais influenciaram o custo da nossa viagem e que também podem fazer diferença no seu planejamento:
- Época da viagem: períodos de maior procura costumam deixar passagens e hospedagem mais caras.
- Cidades visitadas: alguns destinos, como Nova York, têm um custo médio mais alto do que outras cidades americanas.
- Duração da viagem: quanto mais dias no roteiro, maior tende a ser o gasto com hospedagem, alimentação e transporte.
- Padrão da hospedagem: a categoria do hotel faz bastante diferença no orçamento, principalmente em grandes cidades.
- Quantidade de atrações: incluir observatórios, parques, musicais e passeios pagos aumenta o investimento da viagem.
- Cotação do dólar: acompanhar a variação da moeda enquanto você organiza a viagem pode fazer diferença no valor que será pago.
Mais importante do que saber quanto nós gastamos é saber quais escolhas mais pesam no orçamento. Assim, você consegue adaptar o planejamento à sua realidade e viajar com muito mais segurança financeira.
Veja como foi nosso roteiro de 17 dias pelos Estados Unidos.
Quanto custa viajar para os Estados Unidos?
Para você que quer uma resposta rápida, ela é esta: depende. Eu sei que essa talvez não seja a resposta que você esperava, mas foi isso que descobri quando comecei a planejar a nossa viagem.

Eu sempre quis visitar Nova York e queria saber quanto precisaria economizar. Só que, quanto mais pesquisava, mais percebia que cada pessoa chegava a um valor diferente. Foi então que entendi que o orçamento muda de acordo com as escolhas que fazemos durante o planejamento.
Para ajudar você a ter uma referência, reuni uma estimativa das principais despesas de uma viagem para os Estados Unidos.
| Categoria | Faixa estimada |
| Passagens aéreas | R$ 3.500 a R$ 8.000 por pessoa |
| Hospedagem | R$ 500 a R$ 2.000 por diária |
| Alimentação | R$ 150 a R$ 450 por dia |
| Transporte | R$ 30 a R$ 250 por dia |
| Passeios e atrações | R$ 1.000 a R$ 6.000 por viagem |
| Seguro viagem | R$ 250 a R$ 800 por pessoa |
| Internet | R$ 120 a R$ 350 por viagem |
| Compras (opcional) | Depende do perfil da viagem |
Consegue perceber que não existe um valor fixo? São as suas escolhas que vão definir quanto a viagem vai custar. Você pode gastar menos do que nós ou investir mais, dependendo do roteiro, da época da viagem, do padrão da hospedagem e das experiências que pretende viver.
Por isso, prefiro que você use essa tabela apenas como uma referência para começar o seu planejamento. Mais importante do que decorar um número é entender onde o dinheiro costuma ser gasto.
Saiba onde reservar hotel em Nova York e por que escolhemos essa ferramenta.
Quanto custa uma viagem econômica, intermediária ou confortável?
Depois de entender quanto cada categoria pesa no orçamento, a pergunta passa a ser outra: qual é o estilo de viagem que você quer fazer?
Não existe um perfil melhor do que o outro. Tudo depende das suas prioridades. Enquanto algumas pessoas preferem economizar para passar mais dias viajando, outras escolhem investir mais em conforto ou em experiências específicas.
Considerando uma viagem de aproximadamente 15 dias, esta é uma estimativa para cada perfil:
| Perfil | Faixa aproximada por pessoa* |
| Econômico | R$ 10.000 a R$ 16.000 |
| Intermediário | R$ 16.000 a R$ 25.000 |
| Confortável | Acima de R$ 25.000 |
A diferença entre eles costuma ser esta:
- Econômico: hospedagens mais simples, alimentação em mercados ou redes de fast food, transporte público e menos atrações pagas.
- Intermediário: busca equilibrar conforto e orçamento, com hotéis bem localizados, restaurantes variados e as principais atrações do roteiro.
- Confortável: permite escolher hotéis de categoria superior, fazer mais passeios pagos, experimentar restaurantes mais conhecidos e ter mais flexibilidade durante a viagem.
A nossa viagem ficou entre o intermediário e o confortável. Escolhemos hotéis bem localizados, mas não os mais caros. Também alternamos restaurantes com refeições mais simples e investimos nas atrações que faziam sentido para o nosso roteiro.
Mesmo assim, o valor final ultrapassou os R$ 30 mil. Isso porque viajamos durante 17 dias, visitamos Nova York, Las Vegas e Los Angeles, fizemos a viagem em janeiro e incluímos várias experiências que estavam na nossa lista desde o começo do planejamento.
Como distribuir o orçamento da viagem?

Quando comecei a planejar a nossa viagem, olhar apenas para o valor total me deixava perdida. Pensar em uma viagem de mais de R$ 30 mil parecia muito distante da minha realidade.
Foi quando percebi que o segredo não era juntar todo esse dinheiro de uma vez. O que funcionou foi dividir o orçamento por categorias e entender quais despesas poderiam ser pagas antes do embarque e quais precisariam estar disponíveis durante a viagem.
As passagens e a hospedagem foram comprados com antecedência e parcelados. Dessa forma, conseguimos encaixar esses valores no nosso orçamento mensal sem comprometer as outras despesas do dia a dia.
Ao mesmo tempo, fomos guardando dinheiro para usar durante a viagem. Foi dessa reserva que saíram a alimentação, o transporte no destino, as compras, as gorjetas e todos aqueles gastos menores que aparecem ao longo do roteiro.
A distribuição do nosso orçamento ficou, aproximadamente, assim:
| Categoria | Impacto no orçamento | Participação aproximada* |
| Passagens aéreas | Alto | 25% |
| Hospedagem | Alto | 30% |
| Despesas durante a viagem** | Alto | 30% |
| Passeios e atrações | Médio | 13% |
| Seguro viagem | Baixo | 1% |
| Chip de internet | Baixo | 1% |
- *Percentuais aproximados com base na distribuição do orçamento da nossa viagem.
- **Inclui alimentação, transporte no destino, compras, gorjetas e outras despesas pagas durante a viagem.
Percebe como quase todo o orçamento ficou concentrado em quatro grupos? Entender isso mudou a forma como organizamos a viagem. Em vez de pensar em um valor enorme, passamos a enxergar pequenas metas que podíamos cumprir mês a mês.
Quanto custou minha viagem pelos Estados Unidos?
Se você chegou até aqui procurando um número, aqui está a resposta: a minha parte da viagem custou aproximadamente R$ 30 mil.
Mas, antes de comparar esse valor com o seu planejamento, acho importante explicar:
- Foram 17 dias de viagem, em janeiro, viajando em três pessoas.
- Passamos por Nova York, Las Vegas e Los Angeles.
- Conhecemos a Disneyland Califórnia, assistimos ao musical Aladdin na Broadway, fomos a um jogo da NBA.
- Fizemos uma road trip entre Las Vegas e Los Angeles e visitamos várias atrações ao longo do roteiro.
Os valores desta tabela representam apenas a minha parte da viagem. A hospedagem corresponde ao que eu paguei para ficar em quartos triplos, dividindo a reserva com as outras duas pessoas. Ou seja, não é o valor total dos hotéis.
| Categoria | Valor |
| Passagens aéreas | R$ 6.600 |
| Hospedagem* | R$ 7.800 |
| Passeios e atrações | R$ 4.180 |
| Dinheiro reservado para usar durante a viagem** | R$ 11.900 |
| Seguro viagem | R$ 320 |
| Chip de internet | R$ 200 |
| Taxa de resort em Las Vegas*** | R$ 244 |
| Total da minha viagem | R$ 31.244 |
- *Valor referente apenas à minha parte da hospedagem. Em todos os hotéis ficamos em quarto triplo.
- **Inclui alimentação, transporte durante a viagem, compras, gorjetas e todas as demais despesas pagas em dólar.
- ***Essa taxa foi cobrada separadamente pelo hotel em Las Vegas e debitada do cartão de crédito utilizado como caução no check-in.
Não quero que esse valor desanime você!
Essa foi a viagem dos sonhos e fizemos questão de incluir experiências que estavam na nossa lista há anos. Além disso, foram 17 dias viajando, com todos os gastos do dia a dia acontecendo em dólar.
Se o seu plano é passar uma semana nos Estados Unidos, visitar uma cidade ou fazer um roteiro mais enxuto, a tendência é gastar bem menos. Por outro lado, se você pretende fazer uma viagem parecida, esse valor pode servir como uma referência para o seu planejamento.
Não olhe apenas para o total. Como expliquei, nós parcelamos passagens e hospedagem ao longo dos meses, enquanto comprávamos dólares aos poucos para usar durante a viagem. Foi ser organizada que tornou esse roteiro possível dentro do nosso orçamento.
Usamos o eSIM da Holafly nos EUA e te contamos se vale a pena ou não.
Como planejamos os pagamentos ao longo da viagem?
Se eu pudesse dar apenas um conselho para quem está começando a planejar uma viagem para os Estados Unidos, seria este: não espere ter todo o dinheiro na conta para começar a organizar a viagem.

Em vez de deixar tudo para perto do embarque, fomos comprando cada item conforme apareciam boas oportunidades. Isso distribuiu os gastos ao longo de vários meses e deixou o planejamento mais tranquilo.
Como viajamos em janeiro/2026, começamos a organizar tudo ainda em agosto/2025:
| Quando compramos | O que pagamos |
| Agosto | Passagens Brasil x Estados Unidos x Brasil, hotel em Nova York e hotel em Las Vegas |
| Setembro | Hotel em Los Angeles |
| Novembro | Ingressos da Disneyland Califórnia, passagem aérea entre Nova York e Las Vegas, passe de atrações de Nova York, eSIM da Holafly, seguro viagem e ingressos para o musical Aladdin na Broadway |
| Dezembro | Demais atrações da viagem |
Novembro acabou sendo um mês importante no nosso planejamento porque aproveitamos as promoções da Black Friday.
Foi nessa época que compramos o eSIM da Holafly e os ingressos para a Broadway em uma promoção de compre três e pague dois.
Também aproveitamos cupons de desconto e preços promocionais para comprar o passe de atrações de Nova York e outros ingressos que já sabíamos que fariam parte do roteiro.
Outra decisão que fez diferença foi a forma como compramos os dólares. Em vez de fazer uma única compra perto da viagem, fui acompanhando a cotação na Wise durante meses. Sempre que o dólar caía ou aparecia uma oportunidade, eu comprava um pouco mais.
Quando embarcamos, todo o dinheiro que usaria durante a viagem já estava na conta, e precisei me preocupar apenas em aproveitar.
Quanto dinheiro levar para os Estados Unidos?
Essa é uma das perguntas que mais recebi enquanto organizava a nossa viagem. E a resposta é a mesma que descobri durante o planejamento: depende do seu estilo de viagem.
No meu caso, eu fiz uma estimativa de US$ 150 por dia. Esse era o valor que eu pretendia usar para alimentação, transporte, compras, cafés, farmácia, gorjetas e qualquer outro gasto que aparecesse durante a viagem.
É importante lembrar que, quando embarquei, todas as atrações já estavam pagas. Então, esse dinheiro era destinado apenas às despesas do dia a dia.
Conheço pessoas que viajaram levando um valor parecido por dia, mas deixaram para comprar ingressos de atrações já nos Estados Unidos. Vai da viagem de cada um.
Foi assim que organizei o dinheiro que levei:
| Forma de pagamento | Como utilizei |
| Cartão Wise | Principal forma de pagamento. |
| Dinheiro em espécie | US$ 300, para pequenos gastos. |
| Cartão de crédito | Cauções e emergências. |
O cartão da Wise foi aceito em todos os lugares, enquanto o dinheiro em espécie acabou sendo pouco utilizado.
Já o cartão de crédito praticamente não entrou no orçamento do dia a dia. Eu preferi deixá-lo como reserva para bloqueio de caução em hotéis ou alguma emergência durante a viagem.
Nós visitamos o SUMMIT One Vanderbilt e contamos se ele realmente vale a pena.
Vale mais a pena usar dinheiro, Wise ou cartão de crédito?
Quando comecei a planejar a nossa viagem, li muita gente dizendo que a Wise não funcionava nos Estados Unidos e que era melhor usar outra empresa. Mas eu já tinha conta lá, e depois de viajar 17 dias de uma costa a outra, a minha experiência foi bem diferente.
Durante toda a viagem, usei o cartão da Wise como minha principal forma de pagamento. Paguei restaurantes, mercados, lojas, farmácias e todas as despesas do dia a dia com ele.
Veja como cada forma de pagamento funcionou na nossa viagem:
| Forma de pagamento | Como utilizei |
| Wise | Principal forma de pagamento. |
| Dinheiro em espécie | Apenas para pequenos gastos. |
| Cartão de crédito | Reservado para o bloqueio de caução dos hotéis e possíveis emergências. |
O cartão de crédito viajou comigo o tempo todo, mas quase não saiu da carteira. Eu usei para o bloqueio do caução dos hotéis, que exige um cartão de crédito internacional. A única cobrança que realmente ficou foi a taxa de resort do Caesars Palace, debitada do valor do caução.
Já o dinheiro em espécie acabou sendo menos importante do que eu imaginava. Levei cerca de US$ 300, mas, nos últimos dias da viagem, comecei até a pagar algumas despesas em dinheiro para não voltar ao Brasil com tantos dólares sobrando.
Hoje, faria apenas uma mudança: levaria cerca de US$ 100 em espécie e deixaria todo o restante na Wise.
Minha recomendação é usar a Wise como principal forma de pagamento, levar uma pequena quantia em dinheiro para eventualidade e o cartão de crédito como uma reserva para cauções e emergências.
Como economizar em uma viagem para os Estados Unidos?

Depois de organizar toda a nossa viagem, percebi que economizar não significa deixar de fazer as coisas que você sonha. Para mim, economizar foi tomar decisões melhores durante o planejamento.
Algumas escolhas fizeram uma diferença enorme no orçamento e, se eu organizasse essa viagem novamente, faria exatamente da mesma forma.
Compre as passagens com antecedência
As passagens costumam ser uma das maiores despesas da viagem, então quanto antes você começar a pesquisar, maiores são as chances de encontrar bons preços.
Nós compramos as passagens internacionais, entre Brasil e Estados Unidos, diretamente pelo site da Delta Air Lines, cinco meses antes da viagem. Além de encontrar uma tarifa que fez sentido para o nosso planejamento, conseguimos parcelar esse trecho em até seis vezes sem juros, o que ajudou bastante a distribuir os pagamentos.
O voo interno entre Nova York e Las Vegas também foi comprado diretamente no site da Delta, mas, nesse caso, não havia opção de parcelamento. Ainda assim, como compramos com antecedência, conseguimos encaixar essa despesa no planejamento da viagem.
Reserve os hotéis o quanto antes
Hotel é outro item que costuma pesar bastante no orçamento, principalmente em destinos como Nova York e Los Angeles.
Nós fizemos todas as reservas pelo Hoteis.com, que permitiu parcelar os hotéis em até 12 vezes sem juros. Além disso, reservar com antecedência deu mais opções de escolha e evitou pagar mais caro conforme a viagem se aproximava.
Compre dólares aos poucos
Uma das decisões que mais deram certo foi não tentar adivinhar qual seria a menor cotação do dólar.
Em vez disso, acompanhei a cotação durante meses. Sempre que ela caía ou aparecia um valor que eu considerava interessante, comprava um pouco mais pela Wise.
No fim, isso deixou o preço médio da moeda melhor do que se eu tivesse comprado tudo em um único dia, perto da viagem (que foi quando o valor estourou).
Escolha atrações que fazem sentido para você
Existe uma tendência de achar que toda pessoa que vai aos Estados Unidos precisa visitar exatamente os mesmos lugares. Eu penso diferente.
A viagem é sua. Se uma atração faz parte do seu sonho, coloque no roteiro. Caso ela não desperte o seu interesse, não existe obrigação de gastar dinheiro apenas porque todo mundo recomenda.
Use passes turísticos quando realmente compensarem
Os passes turísticos podem gerar uma boa economia, mas nem sempre são a melhor opção. Antes de comprar, eu montei uma lista com todas as atrações que queríamos visitar em Nova York e somei os valores dos ingressos individuais.
Foi assim que percebemos que o Go City Explorer Pass de 7 atrações fazia sentido para o nosso roteiro.
Das nove atrações pagas que visitamos em Nova York, apenas o SUMMIT One Vanderbilt está fora do passe. Como a Estátua da Liberdade era a atração individual mais barata da lista, compramos esse ingresso separadamente e utilizamos o passe para as demais.
Assim, conseguimos aproveitar duas atrações sem custo adicional, o que representou uma boa economia em dólar.
Compre atrações internacionais usando o saldo da Wise
Sempre que possível, preferi pagar as atrações internacionais utilizando o saldo em dólar da Wise.
Eu gosto de acumular pontos no cartão de crédito e, inclusive, foi com eles que nos hospedamos no Caesars Palace. Mas, quando a compra é feita em moeda estrangeira, você fica sujeito à cotação do dólar no fechamento da fatura e à incidência de IOF.
Quando você já tem conta em dólar na Wise, basta carregar o valor necessário e fazer a compra. Assim, sabe quanto está pagando e evita surpresas com a variação cambial.
Contrate o seguro viagem assim que fechar a viagem
Nós deixamos para contratar o seguro um pouco mais perto do embarque, mas, hoje, faria diferente.
Se possível, contrate o seguro assim que a viagem estiver confirmada. Dependendo da apólice, ele pode oferecer cobertura para cancelamento de viagem em algumas situações previstas no contrato. Isso não reembolsa todos os gastos, mas pode reduzir um prejuízo financeiro caso aconteça algum imprevisto.
No nosso caso, contratamos o seguro pelo Seguros Promo, porque conseguimos comparar diferentes seguradoras e escolher a opção que melhor atendia ao nosso roteiro.
Economizar em uma viagem para os Estados Unidos não significa cortar tudo o que você gostaria de fazer. Significa planejar com antecedência, aproveitar boas oportunidades e gastar dinheiro naquilo que faz sentido para a viagem que você quer viver.
Os erros que cometemos e o que faríamos diferente

Mesmo planejando durante meses, algumas situações só aconteceram porque estávamos vivendo aquela experiência. E acho que compartilhar esses erros ajuda mais do que fingir que tudo saiu exatamente como o planejado.
Levaria menos dinheiro em espécie
Na época, achei que fazia sentido levar cerca de US$ 300 em dinheiro vivo.
No fim da viagem, percebi que quase tudo podia ser pago com a Wise. Nos últimos dias, comecei até a usar o dinheiro em espécie para não voltar ao Brasil com tantos dólares sobrando.
Hoje, levaria cerca de US$ 100 em espécie apenas como reserva e deixaria todo o restante no cartão.
Compraria todos os dólares com ainda mais antecedência
Uma coisa que deu muito certo foi comprar dólares aos poucos ao longo dos meses.
Mesmo assim, deixei uma pequena parte para comprar perto da viagem. Justamente nesse período, a cotação disparou e o dólar chegou perto dos R$ 5,90.
Foi um valor pequeno, então não comprometeu tanto o orçamento. Mas serviu de aprendizado.
Se pudesse voltar no tempo, começaria a montar essa reserva ainda mais cedo para depender o mínimo possível da cotação das últimas semanas antes do embarque.
Prestaria mais atenção à forma de pagamento das taxas dos hotéis
Esse foi um detalhe que acabou passando despercebido.
No Caesars Palace, houve um ruído de comunicação no check-out e entendemos que a taxa de resort já estava paga. Quando chegamos a Los Angeles, percebemos que ela havia sido lançada no cartão de crédito utilizado como garantia da hospedagem.
Não foi um grave, mas acabou gerando uma cobrança em dólar que apareceu para pagar na fatura do mês seguinte.
Já no hotel de Los Angeles, sabendo disso, perguntamos antecipadamente sobre a taxa e conseguimos pagá-la com o saldo da Wise antes de deixar o hotel.
Desde então, sempre recomendo confirmar, no momento do check-in ou do check-out, como essas taxas serão cobradas e qual cartão será utilizado.
No fim das contas, nenhum desses erros estragou a nossa viagem. Pelo contrário. Eles fizeram parte do aprendizado.
Se eu organizasse hoje esses mesmos 17 dias pelos Estados Unidos, manteria praticamente todo o roteiro. Faria apenas esses pequenos ajustes para deixar a experiência ainda mais tranquila e aproveitar melhor o orçamento.
Afinal, quanto custa viajar para os Estados Unidos?
Se você chegou até aqui, provavelmente já percebeu que não existe um único valor para responder essa pergunta. O custo da viagem depende do roteiro, da duração, da época do ano e, principalmente, das escolhas que você faz durante o planejamento.

A nossa viagem de 17 dias pelos Estados Unidos teve um investimento de pouco mais de R$ 30 mil por pessoa, mas esse número representa a experiência que nós escolhemos viver. Três destinos, atrações que queríamos conhecer e uma viagem planejada durante meses.
Mais importante do que comparar o nosso orçamento com o seu é entender como chegamos até esse valor. Comprar passagens e hotéis com antecedência, parcelar as principais despesas, adquirir dólares aos poucos e definir prioridades fez mais diferença do que tentar gastar menos.
Foi por isso que resolvi compartilhar esses números e aprendizados. Espero que, usando a nossa experiência como referência, você consiga montar um orçamento realista para a viagem que deseja fazer.
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Perguntas frequentes
Uma viagem de 15 dias pode custar entre R$ 10 mil e mais de R$ 25 mil por pessoa, dependendo do roteiro, da época, da hospedagem e das atrações escolhidas. O mais importante é montar um orçamento de acordo com o seu perfil de viagem. Continue navegando pelo Malas e Destinos para ver quanto gastamos em cada etapa do planejamento.
Na nossa viagem, estimamos US$ 150 por dia para alimentação, transporte, compras e demais despesas do dia a dia, já que todas as atrações estavam pagas antes do embarque. Esse valor pode variar conforme o seu roteiro. No Malas e Destinos, mostramos exatamente como chegamos a essa estimativa.
Na nossa experiência, a Wise foi a principal forma de pagamento durante toda a viagem e funcionou em todos os lugares onde compramos. O cartão de crédito ficou reservado para cauções dos hotéis e emergências. No Malas e Destinos, contamos como usamos cada forma de pagamento e o que faríamos diferente hoje.
As maiores economias vieram do planejamento: comprar passagens e hotéis com antecedência, adquirir dólares aos poucos, aproveitar promoções e escolher atrações que realmente faziam sentido para o nosso roteiro. Confira no Malas e Destinos todas as estratégias que usamos para organizar nossa viagem.


